sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Fênix - The Revenge of the Phoenix


“E novamente, ontem no dia 21 de março de 2017 às 03:00 horas AM, a máfia Fênix voltou as ruas e novamente mostrou o seu talento para o crime organizado. Tendo como ação o roubo do banco privado mais antigo do Canadá, criado em 1817, em Montreal, Quebec. Levando consigo uma quantia de aproximadamente 87 milhões de dólares e novamente deixando para trás a sua famosa marca, uma fênix que pega fogo assim que a porta do cofre se abre.
O grupo foi formado há exatos quatro anos, no dia 21 de março de 2013, iniciando com pequenos assaltos a joalherias, depois passando para bancos menores, e por fim chegando ao ponto de assaltar 70% dos bancos do país. Mas ontem, no seu aniversário de 4 anos, a máfia decidiu comemorar assaltando o maior banco do Canadá.
Relatos anónimos e câmeras de segurança mostram o momento exato em que quatro Bugatti Veyron corriam a toda velocidade pelas ruas vazias da cidade de Montreal, e as poucas pessoas que viram a cena apenas pensavam que era um grupo de “filhinos de papai” correndo bêbados pela cidade. Mas mal sabiam eles que hoje essa pequena “brincadeira” estaria em todos os jornais do Canadá. E, que de brincadeira, não tinha nada. Porque ali dentro daqueles carros milionários, estavam as pessoas mais temidas do país. Ali, ao vivo e a cores, estavam os líderes da máfia mais perigosa do Canadá. Tendo oito membros principais e o equivalente a mais de dois mil e quinhentos coadjuvantes.
Tendo este como o seu maior assalto até hoje, e ainda foragidos e sem qualquer identidade, a única coisa que podemos nos perguntar é: Qual vai ser a próxima façanha da Fênix?”


Montreal, Cidade no Canadá
22 de março de 2017 / 12:24 PM
   Point of View Barbara Angeline Palvin
Flashback On
“A escuridão era a única coisa que eu via. O chiado irritante dos ratos era a única coisa que eu ouvia. Eu não chorava, não mais. Eu olhava tudo assustada, eu implorava silenciosamente pela morte. Meu corpo todo doía e ardia. Eu sentia o sangue escorrer pelo meu corpo. E a intensidade da minha dor era tanta, que eu me julgava capaz de sentir meu coração se livrar dos seus estilhaços.
As lembranças das mãos firmes vagando pela primeira vez com delicadeza pelo meu corpo vinham a minha mente. Eu sentia meu corpo pela primeira vez em chamas, as chamas mais prazerosas já existentes. Ele nunca foi carinhoso, eu nunca senti prazer, e mesmo assim eu o amava incondicionalmente. Eu achei que dessa vez seria diferente, porque tinha sido diferente. Mas foi só um truque para me destruir ainda mais.
Ele foi tão carinhoso, eu achei que finalmente ele estava retribuindo o sentimento que eu aprendi a sentir por ele. Mas não. Era só um plano. E agora eu estou aqui, ensanguentada, com uma dor insuportável e com o coração esmagado. Ele me espancou depois de pela primeira vez fazer amor comigo. Amor. É, essa palavra definitivamente não existe. Eu amei um monstro. O amor me destruiu. O amor é uma droga que te alucina, te fascina e te encanta, mas no fim ela vai te apunhalar pelas costas. Direto no coração. Mas a decisão é sua. Viver ou morrer. Eu escolhi. Depois de dois anos eu vou viver, eu tenho, eu preciso viver.
O único jeito de unir os cacos do meu coração foi congelando eles. Eu não quero e nem vou amar, nem sentir compaixão.
– Eu preciso sair daqui. Mas como? Como fugir? Como escapar? – Eu pensei com a escuridão tomando conta das minhas vistas. – Talvez a morte seja a única escapatória, e talvez agora minhas súplicas por ela finalmente tenham sido atendidas. – Foi meu último pensamento antes das tão sonhadas trevas me atingirem como um calmante para as minhas dores.
(...)
Acordei sentindo-me deitada em uma superfície macia. Abri meus olhas ao ouvir um ‘bip’ irritante, deparando-me com paredes e móveis brancos. Tentei levar minhas mãos aos olhos para coçá-los, mas senti ‘fios’ prendendo meus braços. Olhei para o meu corpo e vi uma agulha no meu braço, esta que transferia soro para o mesmo. Continuei minha inspeção e vi curativos sobre a minha pele branca, juntamente a ‘fios’ ligados ao aparelho cardíaco. Suspirei deixando minha cabeça para relaxar tranquilamente no travesseiro, ao perceber onde me encontrava.
Mas quem havia me trazido ao hospital? De qualquer forma isso não importava. Essa era a minha chance de escapar. Olhei para os lados e vi uma calça jeans e uma blusa repousadas sobre a poltrona que estava no quarto. Sem pensar duas vezes retirei todos os aparelhos ligados ao meu corpo e me levantei da cama, sentindo uma tontura em seguida. Porém, fechei os olhos e busquei forças. Eu não podia fraquejar agora. Respirei fundo e me levantei caminhando até as roupas as vestindo rapidamente, mas logo ouvi passos se aproximando e me desesperei. Olhei para os lados e vi um armário que certamente caberia uma pessoa relativamente pequena, o que era o meu caso. Rapidamente fui até ele, e fechei lá dentro.
Logo ouvi a porta se abrindo e passos apressados adentrarem o quarto, e depois se retirarem na mesma pressa. Decidi não sair do meu esconderijo e esperar pela hora certa e fiz bem em tomar essa decisão, pois eu logo ouvi sua voz rouca com um tom um tanto desesperado. Claro que ele estava ali, provavelmente acha que se eu fugir vou entregá-lo a polícia.
– Como vocês tiveram a capacidade de deixar uma menina naquelas condições escapar? – A voz rouca carregada de raiva e desespero escondido disse.
– Eu não sei, senhor Bieber, há uma hora atrás ela se encontrava aqui. – Uma voz feminina que demonstrava o mais puro medo, praticamente sussurrou.
Depois do pequeno diálogo, eu ouvi novamente passos e as portas se fechando, então deduzi que estava sozinha no quarto. Porém não saí do armário, decidi ficar lá até o entardecer, assim não restaria dúvidas que eu fugiria. Durante a noite os seguranças do Bieber não estariam me procurando e eu escaparia facilmente pela janela.
(...)
Horas se passaram e eu sentia minhas pernas formigando, denunciando sua dormência. Abri levemente uma fresta da porta de ferro e vi pela janela que já havia escurecido. Suspirei satisfeita, e saí silenciosamente do armário. Fui até a janela e olhei para o jardim lá embaixo, ele estava vazio e eu me encontrava no segundo andar. Passei as pernas pela janela e rapidamente pulei, caindo na grama macia e dando uma cambalhota. Sorri agradecendo mentalmente as aulas de Parkour. Logo comecei a correr em direção ao muro do hospital, com facilidade o pulei, avistando em seguida as ruas quase desertas. Sorri radiante ao ver que finalmente, depois de dois anos de torturas sem fim, eu estava livre.
Caminhei até chegar a uma estrada, acenei assim que vi um caminhão passando. Por sorte, o veículo parou e a porta do passageiro foi aberta. Olhei para dentro e vi um senhor de idade me olhando com simpatia.
– Em que posso te ajudar, minha jovem? – Ele perguntou em um tom solidário e paterno, me fazendo sorrir.
– Preciso de uma carona. Para onde o senhor está indo? – Perguntei simpática.
– Para a cidade de Montreal, no Estado de Kebec, no Canadá. – Ele respondeu e eu assenti feliz com a resposta. Era longe o bastante para um recomeço.
– O Senhor me daria uma carona? – Perguntei esperançosa e ele sorriu assentindo e me convidando a entrar com um gesto de cabeça. Sorri e agradeci."
Flashback Off
Este foi o dia que depois de dois anos, eu finalmente consegui fugir do lugar que poderia facilmente ser considerado o meu inferno pessoal. Este foi o dia que eu ouvi pela última vez a voz de Justin Drew Bieber, o homem que me sequestrou e me destruiu aos poucos. Durante dois longos anos, eu fui o seu brinquedinho. Eu apanhei na frente dos seus capangas, eu ouvi as suas gargalhadas, eu senti os seus chutes, socos, tapas e cintadas, eu vi o sangue escorrer pelas minhas pernas em todas as centenas de vezes que ele me estuprou, eu escutei as suas palavras de repulsa direcionadas a mim, eu chorei em silêncio, eu gritei por misericórdia e pior, eu disse que o amava.
Mas hoje eu não era mais aquela garotinha indefesa que se apaixonou pelo seu carrasco. Eu aprendi a cair apenas com o objetivo de levantar, eu aprendi a lutar até a morte, a ser debochada, fria e autoritária. De uma simples refém, eu passei para a mulher mais temida do Canadá
Depois que eu cheguei em Montreal, inesperadamente eu conheci Harry Styles, um “traficantezinho” de esquina que vendia drogas para sobreviver. O mesmo me deixou ficar algumas semanas em sua pequena casa, até que eu me estabelecesse. No entanto, de uma forma incrível, nós dois criamos uma ligação inquebrável em poucos dias de convivência. E então, dois adolescentes quebrados e sem um rumo certo uniram forças em nome da sobrevivência.
Quatro semanas depois eu me descobri grávida entrando em puro desespero, mas novamente ele estava lá para me acalmar. Depois de um mês nós conseguimos montar nossa gangue, quanto encontramos mais seis participantes, Liam, Lauren, Louis, Normani, Niall e Camilla. Decidimos que a líder seria eu, já que eu tinha mais experiência e, de acordo com eles, uma pose de líder, tendo toda a minha experiência ligada ao meu sequestro e tudo que eu aprendi observando os meus sequestradores. Depois de um curto debate, o nome e símbolo do grupo foi escolhido, Fênix. Por um motivo simples: “Sempre que nos destruírem, voltaremos das cinzas e queimaremos vocês.” Este era o nosso lema, e éramos marcados pela imagem do pássaro de fogo, todos os membros tinham essa tatuagem, e no fim de cada ação nós deixávamos para trás o desenho de uma fênix pegando fogo.
Com o passar dos meses tudo foi aumentando mais e mais, e de oito membros passamos para quase 5000 homens e mulheres. Agora não lidávamos somente com assaltos, tinha também o narcotráfico, as boates normais e as de prostituição. E obviamente, eu também tinha a razão do meu viver para cuidar. A minha pequena Jade.
Mas agora eu tinha uma decisão tomada, eu voltaria para os Estados Unidos com um único objetivo em mente. Vingança.
“A vingança é uma espécie de justiça selvagem.
Francis Bacon”